Padre André, da Paróquia Santa Ana, da cidade de Soledade, participou do 18º Crescer e concedeu entrevista à equipe de Redação. Acompanhe:

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Redação: Como o senhor vê a realização do Crescer, um evento católico no período de carnaval?

Pe. André: É um momento de muita graça. Enquanto muitas pessoas vão atrás da promiscuidade, da prostituição, outras pessoas têm o interesse de debater sobre família, sobre estarmos juntos e assim, rezar. É tão importante que rezemos, que estejamos escutando pessoas com um potencial tão grande, como essas pessoas que vieram esse ano. Esses padres, os bispos que vem celebrar, então, é um momento de muita graça na diocese de Campina Grande. 

Redação: Fé, esperança e caridade são as virtudes teologais que 18º CRESCER trouxe como tema. Que influências elas têm para a família?

Pe. André: Toda a influência possível, porque fala de Deus, fala do que a gente acredita. Dentro da família, Jesus deve ser o pilar principal. Assim, a fé, a esperança e a caridade, o amor, aquilo que a gente espera pro futuro, aquilo que a gente crê, deve se fazer presente.

 

Redação: Que conselhos o sacerdote deixa para as famílias que sofrem as influências da nova sociedade?

Pe. André: O problema é essa nova sociedade, mas existem alguns métodos muito simples: primeiro a humildade para reconhecer o erro. Depois, acreditar nos Sacramentos, na misericórdia de Deus e procurar o Sacramento da Confissão. Acredito muito nesse Sacramento. Depois, diálogo. Fala-se muito em mídia, em redes sociais, mas se esquece de interagir pessoalmente, principalmente marido e mulher. Eu sempre digo aos casais: se perdoem sempre. Não vão para a cama dormir, sem se perdoar pelos mínimos detalhes, para que esse amor nunca esmoreça, mas que cresça e se transforme.

 

Redação: O senhor acha que as novas tecnologias atrapalham o relacionamento e a família?

Pe. André: Atrapalham. Infelizmente, quando a gente não sabe utilizá-los da maneira que a Igreja nos pede, como evangelização, elas nos atrapalham. Elas nos permitem estar longe de outras pessoas sem o convívio e nos prendem. Estamos num mundo de prisão. A gente se prende diante de um computador, de um celular, whatsApp, e o nosso mundo se fecha, não temos mais relações e cresce o número de pessoas depressivas, tristes e, infelizmente, os números são muito grandes.

 

Redação: O senhor tem algum conselho, de como minimizar esse tipo de problema?

Pe. André: Uma família que acredita em Deus, que tem Deus como pilar de sua casa, pai e mãe que se permitem rezar e fazer com que seus filhos rezem, possivelmente, será uma família muito feliz. 

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